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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Senado paulista: balaio de indefinições - Por Olavo Soares

Este artigo foi escrito pelo amigo jornalista e especialista em marketing político Olavo Soares e publicado inicialmente em seu blog www.blogolavosoares.blogspot.com/

O início da semana para a política tem sido marcado pelas repercussões da desistência de Aécio Neves à candidatura presidencial e pela divulgação da pesquisa Datafolha que, também falando sobre a corrida ao Planalto, indicou uma aproximação entre José Serra e Dilma Rousseff.
O Datafolha divulgou mais índices. Na disputa pelo governo de São Paulo, nenhuma surpresa: Geraldo Alckmin lidera com folga. Arrisco que se nenhuma hecatombe acontecer (como até mesmo uma aparentemente improvável desistência de José Serra à sucessão de Lula), Alckmin e Dona Lu já podem ir pensando como decorarão seus escritórios no Palácio dos Bandeirantes.Mas é sobre outra pesquisa divulgada pelo Datafolha que gostaria de me pautar. Falo da disputa pelas duas vagas no Senado, a serem renovadas agora. Acredito que aí está a eleição majoritária mais imprevisível para os paulistas no ano que vem.Dois senadores encerrarão seus mandatos em 2011: Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PTB). Até terceira ordem, ambos buscarão a reeleição no pleito do ano que vem. Mercadante, apesar do péssimo desempenho na eleição de 2006 e de alguns tropeços (o mais recente foi o caso "irrevogável"), deve ser eleito. Tem muita visibilidade, condensará os votos paulistas para Lula, e é bom no jogo político.O bicho deve pegar mesmo para a vaga de Tuma.Ele tem hoje 27% das intenções de voto. É o segundo colocado - ou seja, estaria (re) eleito.Mas a distância que tem para seus seguidores é pequena, muito pequena, o que deixa claro que seu favoritismo não é dos mais sólidos.Analisemos quem vem atrás de Tuma, praticamente empatados com o senador. Orestes Quércia (PMDB) é uma figura curiosa. Venceu sua última eleição em 1986 mas exerce ainda uma liderança única em São Paulo - foi reeleito recentemente presidente do PMDB estadual, com votação das mais expressivas. Tem, agora, 24 das intenções de voto. Eu acreditaria que não tende a avançar mais que isso. Seu patamar inicial é alto, mas tem certa rejeição e, aparentemente, pouco a evoluir.Acredito que as figuras mais interessantes da disputa sejam os "artistas" Netinho de Paula (PCdoB) e Soninha Francine (PPS). Ambos têm agora 22%. É muita, mas muita coisa para quem ainda não se posicionou formalmente como candidato e pertence a partidos de porte médio ou pequeno. Sem contar que ambos terão o respaldo de candidaturas de grande porte - Netinho deverá ser o "segundo nome" da chapa petista, enquanto Soninha pegará carona na candidatura do PSDB. Ainda não se sabe se os dois se formalizarão candidatos (Netinho parece estar mais disposto), mas eu veria neles nomes de expressivo peso.
Já mais distantes estão Gabriel Chalita (PSB) e Paulo Renato (PSDB). Apesar dos baixos índices que têm hoje, não devem ser descartados, pelo peso que ambos têm na política local - vale lembrar que Chalita foi o vereador mais votado em 2008 e Paulo Renato foi bem na disputa para deputado em 2006. Aliás, no caso de Renato, se deve pensar se ele realmente se arriscará a perder uma relativamente tranquila reeleição para a Câmara.
Desde já, a disputa para as vagas paulistas no Senado vai se marcando como uma das mais interessantes das eleições no ano que vem. Alguém tem algum outro palpite?

sábado, 12 de dezembro de 2009

Bastidores da convenção estadual do PMDB de São Paulo


Durante o mês de dezembro estão ocorrendo convenções regionais do PMDB nos estados brasileiros. As convenções ocorrem para eleger o diretório que comandará o partido no estado pelos próximos 2 anos.

Darei destaque especial à convenção paulista que acontece amanhã (13/12) das 9h ás 15h na assembléia legislativa.

Em São Paulo a briga interna do PMDB ganha maior destaque pois o atual presidente, o ex-governador Orestes Quércia, é contrário ao acordo da executiva nacional do partido de apoiar a/o candidata/o do PT para presidente nas eleições de 2010. Além disso, Quércia que acreditava que disputaria a reeleição com chapa única na convenção, foi surpreendido pela inscrição de outra chapa comandada pelo deputado federal Francisco Rossi.

Em um bate papo com o deputado Rossi, há cerca de 15 dias, ele me confessou que não estava satisfeito com os rumos traçados por Quércia e caso tivesse apoio do Temer ou de outro membro forte do partido ele lançaria uma chapa. Segundo o deputado, Quércia está pensando apenas na própria eleição para o Senado e deixando de lado outras questões partidárias.

Francisco Rossi também defende que o PMDB lance candidato próprio ao governo de São Paulo, inclusive o nome de sua chapa é "Candidatura própria já".

O presidente da câmara e presidente nacional licenciado do PMDB, Michel Temer, deu declarações à imprensa dizendo que não apoia a candidatura de Francisco Rossi e sim a de Quércia, mas acredito que "por baixo dos panos" alguns convencionais ligados a Temer irão votar em Rossi, as declarações foram apenas (em minha opinião) para evitar mal estar com Quércia que deve vencer na convenção.

A lógica é que Quércia vença as eleições pois sua chapa conta com o apoio de lideranças regionais de todos os cantos do estado, além dos deputados estaduais do partido - Uebe Rezeck, Baleia Rossi e Jorge Caruso - e da vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antônio. Já a chapa de Francisco Rossi está formado em sua maioria por membros do município de Osasco, onde Rossi foi prefeito.

Vou continuar acompanhando e assim que sair uma definição eu publico aqui no blog.