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segunda-feira, 14 de março de 2011

O papel do Marketing Político

Fiquei muito tempo sem atualizar o blog, mas após pedidos de alguns amigos resolvi ativá-lo novamente.
Pensei em vários temas para escrever, mas como ouço muita gente questionando a importância do profissional de Marketing na política e também indagando sobre seu papel e alguns até afirmando que o Marketing Político mascara a figura política e cria personagens apenas para vencer eleições, resolvi escrever sobre o tema.

Para que seja possível o entendimento da importância do Marketing Político e qual seu papel, vou traçar um paralelo com o Marketing tradicional – das organizações.

É consenso que o Marketing tradicional é voltado para o cliente. As empresas têm que identificar ou criar as necessidades e desejos dos clientes e satisfazê-los. Para isso é essencial que sejam realizadas pesquisas mercadológicas.

Se o Marketing tradicional é orientado para o cliente, o Marketing Político deve ser orientado para o eleitor. E assim como o primeiro, é preciso conhecer seu público-alvo.

Então, podemos dizer que o papel do Marketing Político é traçar estratégias para que o político desenvolva ações que satisfaçam as necessidades e desejos dos eleitores. Sendo assim o Marketing Político é importante não só para os políticos, mas também para a população como um todo, pois o Marketing político visa a satisfação de seus desejos e necessidades.

Um político eleito, que esteja exercendo o cargo – seja ele vereador, prefeito, deputado, etc – e utilizar uma boa estratégia de Marketing estará satisfazendo os eleitores e por conseqüência será bem avaliado e terá maior chance de se eleger novamente.

Em períodos eleitorais o papel do Marketing Político é adaptar as propostas do candidato aos desejos dos eleitores e comunicar que esse candidato é o mais preparado para realizá-las. Também é função do Marketing, expor e ressaltar as qualidades do candidato e minimizar os pontos negativos já expostos.

Existe uma “máxima” que diz que não existe Marketing sem pesquisa. Isso em tese é verdade e é preciso entender que quanto mais pesquisas realizarmos mais informações teremos e maior será a chance de acerto na elaboração das estratégias e nas tomadas de decisão. Mas também é preciso levar em conta a realidade da grande maioria das campanhas políticas, que ocorrem com poucos recursos. Nesses casos, por questões financeiras, não é possível realizar pesquisas e cabe ao profissional de Marketing ter feeling e reunir o máximo de informações possíveis sobre o cenário, para então traçar suas estratégias.

Uma afirmação que podemos fazer é que quanto mais informações souber sobre o eleitor, mais fácil será impactá-lo.

No próximo artigo vou escrever um pouco sobre relacionamento com o eleitor e como elaborar uma estratégia de microtargeting.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Reativação do Blog

A partir do dia 14 de Março (segunda-feira) voltarei a postar artigos, dicas e notícias no Blog.

Como sempre, os posts terão como foco o Marketing Político e a Propaganda eleitoral e também abordará bastidores da política, assuntos polêmicos e notícias sobre o tema.


diHITT - Notícias

sábado, 20 de março de 2010

APROVEITANDO UMA SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL


Ninguém pode negar que a chamada "emenda Ibsen" que altera a distribuição de royalties do petróleo é ruim para o Rio de Janeiro, pois está claro que as perdas financeiras para o estado do Rio são gigantescas. Mas também podemos dizer que Sérgio Cabral soube tirar proveito dessa situação e até podemos dizer que a proposta de emenda foi muito boa para a campanha dele à reeleição.
É claro que todos os políticos fluminenses tentaram tirar proveito da situação e posaram de defensores do Rio. Mas ninguém soube fazer isso como Sérgio Cabral. O governador do RJ até chegou a chorar em frente as câmeras e organizou uma manifestação gigantesca contra a tal proposta de lei.
A oposição percebeu que o governador estava tirando proveito da situação e convocou os correligionários para gritar "Fora Cabral" na manifestação, mas não surtiu efeito pois o governador já havia caído nas graças do povo.
De acordo com o último levantamento feito pelo Datafolha, em dezembro de 2009, Cabral possuia entre 36% e 39% das intenções de votos e, dependendo do cenário, abria uma vantagem de 13 a 15 pontos sobre o segundo colocado. Acredito que se uma pesquisa for realizada ainda este mês o governador terá subido entre 5% e 10%. Um ganho extraordinário em pouco tempo, ainda mais que as eleições estão se aproximando.
Como a discussão em torno da emenda ainda se estenderá por alguns meses (se não for votada em regime de urgência), este será o mote da campanha de Cabral até lá.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Senado paulista: balaio de indefinições - Por Olavo Soares

Este artigo foi escrito pelo amigo jornalista e especialista em marketing político Olavo Soares e publicado inicialmente em seu blog www.blogolavosoares.blogspot.com/

O início da semana para a política tem sido marcado pelas repercussões da desistência de Aécio Neves à candidatura presidencial e pela divulgação da pesquisa Datafolha que, também falando sobre a corrida ao Planalto, indicou uma aproximação entre José Serra e Dilma Rousseff.
O Datafolha divulgou mais índices. Na disputa pelo governo de São Paulo, nenhuma surpresa: Geraldo Alckmin lidera com folga. Arrisco que se nenhuma hecatombe acontecer (como até mesmo uma aparentemente improvável desistência de José Serra à sucessão de Lula), Alckmin e Dona Lu já podem ir pensando como decorarão seus escritórios no Palácio dos Bandeirantes.Mas é sobre outra pesquisa divulgada pelo Datafolha que gostaria de me pautar. Falo da disputa pelas duas vagas no Senado, a serem renovadas agora. Acredito que aí está a eleição majoritária mais imprevisível para os paulistas no ano que vem.Dois senadores encerrarão seus mandatos em 2011: Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PTB). Até terceira ordem, ambos buscarão a reeleição no pleito do ano que vem. Mercadante, apesar do péssimo desempenho na eleição de 2006 e de alguns tropeços (o mais recente foi o caso "irrevogável"), deve ser eleito. Tem muita visibilidade, condensará os votos paulistas para Lula, e é bom no jogo político.O bicho deve pegar mesmo para a vaga de Tuma.Ele tem hoje 27% das intenções de voto. É o segundo colocado - ou seja, estaria (re) eleito.Mas a distância que tem para seus seguidores é pequena, muito pequena, o que deixa claro que seu favoritismo não é dos mais sólidos.Analisemos quem vem atrás de Tuma, praticamente empatados com o senador. Orestes Quércia (PMDB) é uma figura curiosa. Venceu sua última eleição em 1986 mas exerce ainda uma liderança única em São Paulo - foi reeleito recentemente presidente do PMDB estadual, com votação das mais expressivas. Tem, agora, 24 das intenções de voto. Eu acreditaria que não tende a avançar mais que isso. Seu patamar inicial é alto, mas tem certa rejeição e, aparentemente, pouco a evoluir.Acredito que as figuras mais interessantes da disputa sejam os "artistas" Netinho de Paula (PCdoB) e Soninha Francine (PPS). Ambos têm agora 22%. É muita, mas muita coisa para quem ainda não se posicionou formalmente como candidato e pertence a partidos de porte médio ou pequeno. Sem contar que ambos terão o respaldo de candidaturas de grande porte - Netinho deverá ser o "segundo nome" da chapa petista, enquanto Soninha pegará carona na candidatura do PSDB. Ainda não se sabe se os dois se formalizarão candidatos (Netinho parece estar mais disposto), mas eu veria neles nomes de expressivo peso.
Já mais distantes estão Gabriel Chalita (PSB) e Paulo Renato (PSDB). Apesar dos baixos índices que têm hoje, não devem ser descartados, pelo peso que ambos têm na política local - vale lembrar que Chalita foi o vereador mais votado em 2008 e Paulo Renato foi bem na disputa para deputado em 2006. Aliás, no caso de Renato, se deve pensar se ele realmente se arriscará a perder uma relativamente tranquila reeleição para a Câmara.
Desde já, a disputa para as vagas paulistas no Senado vai se marcando como uma das mais interessantes das eleições no ano que vem. Alguém tem algum outro palpite?

domingo, 20 de dezembro de 2009

UMA ANÁLISE SOBRE A DECISÃO DO AÉCIO

Após a decisão do governador Aécio Neves de desistir de ser pré-candidato à presidência da república, muitos amigos me perguntaram se ele havia tomado a decisão correta ou se ele estava se precipitando.
Primeiramente gostaria de deixar claro que por mais que um candidato (ou pré) a presidente seja impulsivo, dificilmente ele tomará uma decisão que não seja pensada, estratégicamente analisada. O que pode existir é uma falha no planejamento ou uma análise errada, o que não parece ocorrer nesse caso.

Bastidores do partido
Não vivo o dia-a-dia do PSDB e o que sei sobre sua cúpula é o que a imprensa noticia ou informações passadas por amigos. Segundo essas notícias e informações, Aécio dificilmente venceria Serra em uma prévia no partido. E Aécio sabia disso - ou deveria saber - e o que ele fez até o momento, aparecendo na imprensa e se colocando como pré candidato, foi para ganhar projeção nacional e até formar um grupo próprio (forte) dentro do PSDB, assim como Alckimin fez em 2006.

Bons índices para disputar a presidência
E parece que a estratégia surtiu efeito, pois na pesquisa apresentada pelo VoxPopuli no início do mês, no cenário sem Serra, Aécio aparece em 1º, na frente de Dilma, com 24% da preferência do eleitorado contra 17% da Ministra. E com grande possibilidades de crescimento já que, segundo a mesma pesquisa, é conhecido de apenas 53% dos eleitores.
Com esses dados o governador de Minas Gerais mostrou para integrantes da cúpula do PSDB que possui sim força para disputar, com chances reais de vitória, o cargo de presidente da república.

Política interna requer relacionamento
Embora tenha apresentado bons índices, Aécio sabe que a preferência no PSDB é pelo nome de Serra e que uma briga interna prejudicaria somente o candidato do partido, seja ele Serra ou Aécio.
Com a decisão de desistir da pré-candidatura em prol do bem do partido, Aécio Neves se mostrou partidário e conseguiu a simpatia de membros que não eram a favor da sua candidatura.

O momento de anunciar a desitência da pré-candidatura
A decisão foi acertada e no momento certo. Faltam cerca de 10 meses para as eleições e 7 meses para a convenção partidária.
Serra se mantendo bem nas pesquisas dificilmente o governador mineiro conseguiria vencer nas prévias. Já caso Serra comece a declinar nas pesquisas e Dilma crescer, o PSDB terá que começar a pensar em outro nome, Aécio Neves. E aí o governador de Minas contará com o apoio de ampla maioria no partido.
O que temos que ter em mente é que Aécio desistiu da pré-candidatura, o que não sigifica que não será o candidato do PSDB. Tudo vai depender desses 7 meses que antecedem as convenções partidárias.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Participação no programa "Ana Paula Rossi" na Rádio Nova Difusora

Clique na imagem para ouvir a rádio Ao Vivo

Participo nesta quarta-feira (16/12) das 11h às 12h30m do programa da vereadora Ana Paula Rossi na Rádio Nova Difusora.
Vamos tratar de assuntos e notícias que estão em pauta no dia.
Provavelmente esta será minha última participação este ano. Espero que ouçam e que gostem.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Propósito do blog

Após conversas com amigos, resolvi criar este blog para escrever sobre marketing político, bastidores da política e assuntos relacionados.
Pretendo publicar no blog assuntos relacionados a estratégia de campanha, imagem pública, bastidores dos partidos, legislação eleitoral, alianças partidárias, comunicação governamental, assessoria de imprensa, etc.
Tentarei na medida do possível publicar vídeos, imagens e enquetes visando tornar o blog mais interativo e agradável. Espero que todos gostem.

O blog estará sempre aberto à participação de profissionais da área e políticos que queiram expôr seus pontos de vista e suas opiniões.

diHITT - Notícias